quarta-feira, 18 de agosto de 2021

NA BAGUNÇA CLIMÁTICA

 


O retorno da chuva para

o Sul do país como alívio

 

A chuva escassa neste mês no Sul do Brasil deve voltar em maior volume na segunda metade de agosto. Algumas áreas devem terminar o mês até com precipitações  acima da média para o período, informa a MetSul Meteorologia. Entretanto, há  certezas e incertezas no cenário de chuva para as próximas duas semanas.

A certeza é que a chuva, até agora escassa em agosto no Rio Grande do Sul e áreas de Santa Catarina e do Paraná, vai aumentar. Episódios de precipitação tendem a ser mais frequentes e trazer volumes mais elevados do que os registrados até agora em agosto. A incerteza está em quanto e onde vai chover mais durante as próximas duas semanas.

Note que na saída de ontem o modelo indicava altos acumulados de chuva em Santa Catarina e no Paraná enquanto na saída de hoje concentrou a precipitação de maior volume sobre o Rio Grande do Sul.    É preciso avaliar a evolução das projeções.  Espera-se chuva nesta segunda metade da semana, porém os maiores acumulados no Sul do país viriam na semana que vem.

 Já nesta quarta-feira se espera que o ingresso de ar quente  provoque  pancadas de chuva com raios, trovoadas e risco de granizo localizado no Rio Grande do Sul, especialmente nas regiões Sul e Leste. Há chance de a instabilidade avançar até pontos do Leste catarinense e paranaense. No final da semana, uma frente fria deve avançar e trazer chuva para a maior parte das regiões gaúchas. Os volumes, em geral, entretanto ainda não devem ser altos.

 

       Situação preocupa

 

      Ao longo de todo o ano, as chuvas ficaram abaixo da médias e foram mal distribuídas.  Como tal situação já se arrasta desde 2020, o quadro é preocupante. A região Oeste do Estado [e uma das mais castigadas.    São Borja, por exemplo, registrou basicamente uma pancada de chuva em julho e em agosto ainda não houver precipitação. Mesmo os rios maiores estão bem abaixo do normal e as barragens de menos da metade da sua capacidade hídrica.

      Uma das maiores ameaças é a irrigação da futura lavoura de arroz, havendo, conforme o Irga, previsão de redução na área plantada e que pode ser significativa. A estiagem prolongada também afeta diretamente a lavoura de trigo, este ano de 20 mil hectares no município.

        Conforme a Emater, em relação à lavoura de soja a perspectiva é de  ampliação de área em comparação com o ciclo anterior, quando foram semeados 75 mil hectares. Contudo, isto está condicionado a um regime regular de chuvas. A escassez de chuvas também atinge a produção de hortifrutigranjeiros e retarda a implantação da lacoura de milho.

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