O retorno
da chuva para
o Sul do
país como alívio
A chuva escassa neste mês no Sul do Brasil deve voltar em
maior volume na segunda metade de agosto. Algumas áreas devem terminar o mês
até com precipitações acima da média
para o período, informa a MetSul Meteorologia. Entretanto, há certezas e incertezas no cenário de chuva
para as próximas duas semanas.
A certeza é que a chuva, até agora escassa em agosto no Rio
Grande do Sul e áreas de Santa Catarina e do Paraná, vai aumentar. Episódios de
precipitação tendem a ser mais frequentes e trazer volumes mais elevados do que
os registrados até agora em agosto. A incerteza está em quanto e onde vai
chover mais durante as próximas duas semanas.
Note que na saída de ontem o modelo indicava altos acumulados
de chuva em Santa Catarina e no Paraná enquanto na saída de hoje concentrou a
precipitação de maior volume sobre o Rio Grande do Sul. É preciso avaliar a evolução das
projeções. Espera-se chuva nesta segunda
metade da semana, porém os maiores acumulados no Sul do país viriam na semana
que vem.
Já nesta quarta-feira
se espera que o ingresso de ar quente
provoque pancadas de chuva com
raios, trovoadas e risco de granizo localizado no Rio Grande do Sul,
especialmente nas regiões Sul e Leste. Há chance de a instabilidade avançar até
pontos do Leste catarinense e paranaense. No final da semana, uma frente fria
deve avançar e trazer chuva para a maior parte das regiões gaúchas. Os volumes,
em geral, entretanto ainda não devem ser altos.
Situação
preocupa
Ao longo de todo
o ano, as chuvas ficaram abaixo da médias e foram mal distribuídas. Como tal situação já se arrasta desde 2020, o
quadro é preocupante. A região Oeste do Estado [e uma das mais castigadas. São Borja, por exemplo, registrou
basicamente uma pancada de chuva em julho e em agosto ainda não houver
precipitação. Mesmo os rios maiores estão bem abaixo do normal e as barragens
de menos da metade da sua capacidade hídrica.
Uma das maiores
ameaças é a irrigação da futura lavoura de arroz, havendo, conforme o Irga,
previsão de redução na área plantada e que pode ser significativa. A estiagem
prolongada também afeta diretamente a lavoura de trigo, este ano de 20 mil
hectares no município.
Conforme a
Emater, em relação à lavoura de soja a perspectiva é de ampliação de área em comparação com o ciclo
anterior, quando foram semeados 75 mil hectares. Contudo, isto está
condicionado a um regime regular de chuvas. A escassez de chuvas também atinge
a produção de hortifrutigranjeiros e retarda a implantação da lacoura de milho.

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