terça-feira, 24 de agosto de 2021

SÃO BORJA E SUA GISTÓRIA

 



 

Nesta terça, os 67 anos da morte

de Getúlio Vargas, o ambivalente

 

     Esta terça-feira (24) marca uma das datas históricas no Brasil – a do suicídio do presidente Getúlio Dornelles Vargas, ocorrido em 1954.  O registro, hoje, completando 67 anos, é relevante não apenas pelo evento trágico, mas pelo que representa a figura do estadista, nascido em São Borja em 19 de abril 1882. A figura de Vargas é importante não apenas porque foi o presidente que esteve mais tempo no cargo – 19 anos -, mas também pelas ações protagonizadas e seu perfil diferenciado.

     Num Brasil migrando da vida rural para a urbana, ele implementou alguns dos principais avanços no século passado, desde direitos sociais, políticos e trabalhistas até grandes investimentos econômicos e de infraestrutura. Contudo, Getúlio teve as diversas etapas do seu governo marcadas pela ditadura, a repressão, o nacionalismo e o populismo. Apesar dessa ambivalência, pesquisas indicam ser o principal governante brasileiro do séculos 20.   

     Getúlio Vargas exerceu a presidência da República em dois períodos: de 1930 a 1945 e, depois, de 1951 a 1954. Ele chegou ao poder como um dos líderes da Revolução de 1930, época em que preponderava a aliança Café-com-Leite, entre São Paulo e Minas Gerais.  O período entre 1930 e 1934 corresponde ao

Governo Provisório. Adotou uma política de valorização do café, através da compra e queima dos excedentes do produto. Para colocar em prática essa  política, criou o Conselho Nacional do Café em 1931.

      Em 1931, também  criou o Departamento de Correios e Telégrafos. Em março de 1932, instituiu a Carteira de Trabalho.   Já em 1944 formalizou o Código Eleitoral, que  estabeleceu o voto secreto, o voto feminino e a Justiça Eleitoral no país. Em junho do mesmo ano, criou o Instituto do Açúcar e do Álcool.  Convocou uma  Assembleia Constituinte para a elaboração de uma nova Constituição, que foi promulgada em 1934. Outra ação foi o apoio aos direitos trabalhistas na Constituição de 1934. Ainda em 1934 foi criado o Código Florestal.

      Já no Governo Constitucional (1934 a 1937), um decreto, em 1935, colocou na ilegalidade a ANL (Aliança Nacional Libertadora), movimento de caráter socialista que se opunha ao governo Vargas. Em janeiro de 1936, foi sancionou a lei que subordinou as polícias militares dos estados ao Exército Brasileiro.

 




          O Estado Novo

         O período que vai de 1937 a 1945 corresponde à ditadura do Estado Novo. Em 10 de novembro de 1937 foi ordenado o fechamento do Congresso Nacional. Os partidos políticos foram extintos e suspensas a campanha presidencial e a Constituição brasileira.

Vargas ordenou a elaboração de uma nova Constituição, concedendo poderes políticos ao Executivo.  A Constituição garantia poderes ao presidente-ditador como fechar o Congresso, extinguir partidos políticos, estabelecer a censura e indicar interventores nos estados. A nova Constituição também definia uma nova legislação trabalhista, com a maioria das regras atuais.

      Durante o Estado Novo,  foi criado o DIP (Departamento de Imprensa e Propaganda), voltado a fazer a promoção  dos atos do governo, exaltando a figura do presidente. O DIP também foi responsável pela censura de jornais, rádios, cinema e outros órgãos de imprensa. Outra iniciativa foi criar o DASP (Departamento Administrativo do Serviço Público) para controlar e coordenar os órgãos públicos.

      Durante a repressão política houve perseguição, prisão e até tortura de opositores políticos. No plano econômico. em 1938 o Conselho Nacional do Petróleo. Uma ano depois surgiu o Conselho de Águas e Energia Elétrica. Em 1941 foi fundada a Companhia Siderúrgica Nacional e no ano seguinte, a  Companhia Vale do Rio Doce.  Em 1944, surge o Conselho Nacional de Política Industrial e Comercial.

       Em 1942 aconteceu a entrada do Brasil na Segunda Guerra Mundial ao lado das forças que combatiam o nazismo. Um ano depois, em 1943, é sancionada a lei que estabeleceu a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). Getúlio Vargas é lavado a deixar o governo em 1945.

 

       Pelo voto

      O segundo mandato de Vargas na presidência da República foi entre 1951 a 1954. Ele volta ao poder pelo voto popular, depois de campanha com ampla aprovação.  O período, porém, foi marcado por muitas turbulências, até o suicídio em  24de agosto de 1954.

     Em 1952 foi criado




o BNDE (atual BNDES). Por um decreto, também em 52, Getúlio regulamentou o trabalho do menor aprendiz. No mesmo ano, o presidente criou o Banco do Nordeste. Em novembro de 1953, aprovou a lei sobre liberdade de imprensa.

            Já em 1953  Vargas a Petrobrás e instituiu o monopólio estatal do petróleo em relação à extração e o refino. A realização é considerada uma das mais relevantes da Era Vargas. No entanto, o clima político no Brasil era tenso e de muitos  muitos conflitos. Havia fortes críticas por parte da imprensa ao governo. Os militares também estavam descontentes com medidas consideradas “de esquerda” tomadas por Vargas. A população igualmente verbalizada insatisfações, diante de situação econômica difícil. A pressão era por renúncia, mas Vargas acabou se matando com o tiro no peito no Palácio do Catete. A crise se agravou ainda mais depois de um atentado em que o governo foi acusado como envolvido.

 




         Na memória

          São Borja  tem dados presidentes à República brasileira. Além de Getúlio Vargas, João Goulart e Ibsen Pinheiro (presidente interino) também nasceram aqui. Isso confere à cidade o status de Terra dos Presidentes.

        Algumas referências perenizam a imagem do estadista. A principal referência material está na Casa/Museu Getúlio Vargas, espaço todo revitalizado e ampliado. Na Praça XV de Novembro um mausoléu guarda os rtestos mortarias do presidente, retirados do Cemitério Jardim da Paz. Uma das ruas central leve seu nome, a exemplo da Biblioteca Municipal.       

 

 

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