segunda-feira, 30 de agosto de 2021

COLAPSO EM REPRISE

 

Novo dilema de racionamento

e de apagão, 20 anos depois

 


    O Brasil depende do transporte sobre robes para o escoamento assim como depende do setor hidrelétrico para a geração de energia.  Em relação ao setor energético, eis que volta o fantasma de apagão ou racionamento.  A última vez que isso ocorreu foi em  2021,há 20 anos, já ao final do segundo mandato do presidente Fernando Henrique Cardoso. Na época, o Brasil registrou a pior crise hidrológica, até então, , devido ao baixo volume de chuvas, que afetou, além da produção de energia elétrica, também a agricultura e o abastecimento de água às grandes cidades.

       A situação, hoje, não é muito diferente. As regiões Sudeste e Centro-Oeste, das maiores hidrelétricas, registram níveis críticos nos seus sistemas de abastecimento, na maior seca em quase um século.  Nos últimos

sete anos, os reservatórios das hidrelétricas — responsáveis por dois terços da energia gerada no país — receberam o menor volume de água da histórica.

      Como consequência, 30% da geração vem de termoelétrica, que gastam seis vezes maior que as hidrelétricas.  Já o consumidor terá de pagar essa conta, neste nos próximos anos. A partir de novembro, mês em que começa o aumento de demanda,  pode haver apagão ou racionamento. O governo pede para poupar.    

    A pequena diferença é que na crise atual  dependemos um pouquinho menos da água para gerar energia. Em 2001, 85% da geração de energia vinha das hidrelétricas. Hoje, o índice é de 65%.  O principal motivo é o aumento da capacidade de produção de outras fontes geradoras.

    A  biomassa produz 9,1%, as eólicas 8,8% e  o gás natural 8,3%. Já o  carvão e derivados respondem por 2,7%, a energia nuclear por 2,2%, os derivados de petróleo 2,1% e a solar 1,7%. A geração pelo vento deu um salto nas últimas semanas, principalmente no Nordeste, indo a 20% - a sua capacidade limite.

 

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