Novo dilema de racionamento
e de apagão, 20 anos depois
O Brasil depende do transporte
sobre robes para o escoamento assim como depende do setor hidrelétrico para a
geração de energia. Em relação ao setor
energético, eis que volta o fantasma de apagão ou racionamento. A última vez que isso ocorreu foi em 2021,há 20 anos, já ao final do segundo
mandato do presidente Fernando Henrique Cardoso. Na época, o Brasil registrou a
pior crise hidrológica, até então, , devido ao baixo volume de chuvas, que
afetou, além da produção de energia elétrica, também a agricultura e o
abastecimento de água às grandes cidades.
A situação, hoje, não é
muito diferente. As regiões Sudeste e Centro-Oeste, das maiores hidrelétricas, registram
níveis críticos nos seus sistemas de abastecimento, na maior seca em quase um
século. Nos últimos
sete anos, os reservatórios das hidrelétricas — responsáveis por dois
terços da energia gerada no país — receberam o menor volume de água da
histórica.
Como consequência, 30% da
geração vem de termoelétrica, que gastam seis vezes maior que as
hidrelétricas. Já o consumidor terá de
pagar essa conta, neste nos próximos anos. A partir de novembro, mês em que
começa o aumento de demanda, pode haver
apagão ou racionamento. O governo pede para poupar.
A pequena diferença é que na
crise atual dependemos um pouquinho menos
da água para gerar energia. Em 2001, 85% da geração de energia vinha das
hidrelétricas. Hoje, o índice é de 65%. O
principal motivo é o aumento da capacidade de produção de outras fontes
geradoras.
A biomassa produz 9,1%, as eólicas 8,8% e o gás natural 8,3%. Já o carvão e derivados respondem por 2,7%, a
energia nuclear por 2,2%, os derivados de petróleo 2,1% e a solar 1,7%. A
geração pelo vento deu um salto nas últimas semanas, principalmente no
Nordeste, indo a 20% - a sua capacidade limite.

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